Um dos encontros importantes que tive durante a Concrete Show 2026, realizada em São Paulo, foi com Ricardo Penido de Azeredo, diretor-superintendente de Vendas da AVB – Aço Verde Brasil. A feira, que reuniu toda a cadeia da construção civil, apresentou crescimento de 25% em relação à edição anterior e serviu também como importante espaço para conhecer os projetos e as perspectivas das empresas do setor.

Segundo a organização, cerca de 27 mil profissionais passaram pelo evento entre os dias 25 e 27 de agosto, no São Paulo Expo. Foram mais de 450 marcas expositoras distribuídas em uma área superior a 36 mil m². Paralelamente à exposição, foram realizadas atividades com mais de 90 horas de conteúdo técnico e cerca de 150 palestrantes, além de demonstrações de sistemas construtivos em escala real.
Em seu stand, que chamou a atenção pela estrutura e pela bela apresentação, Penido avaliou o desempenho da Aço Verde Brasil e destacou as nuances no comportamento do mercado. Segundo ele, o primeiro semestre ficou abaixo das expectativas, mas, a partir de julho, começaram a surgir sinais mais consistentes de recuperação. Em agosto, esse movimento se intensificou, indicando que o segundo semestre poderá apresentar um cenário bem mais aquecido.
A composição dos negócios da empresa revelou a diversidade de sua atuação. No primeiro semestre, o fornecimento esteve distribuído em 50% de fio-máquina, 30% de vergalhões e 20% de produtos trefilados.

Mas é na sustentabilidade que a Aço Verde Brasil concentra um de seus principais diferenciais. Penido reforçou que a vocação da empresa é produzir aço com o menor impacto ambiental possível. Desde sua criação, a companhia utiliza 100% de carvão vegetal em seu processo produtivo e vem avançando para alcançar a autossuficiência nesse insumo.
Um dos projetos mais avançados é justamente o desenvolvimento do chamado biochar, ou biocarvão, tecnologia que busca aproveitar gases e fumaças gerados nos próprios fornos e equipamentos para a produção de nova energia. O objetivo é aumentar a eficiência do processo, reduzir significativamente as emissões e evitar que poluentes sejam lançados na atmosfera.
Além dos ganhos ambientais, o projeto deverá proporcionar um aumento expressivo da produtividade industrial. De acordo com Penido, o desenvolvimento está em estágio avançado e deverá ser concluído em aproximadamente um ano, podendo chegar, no máximo, a um ano e meio.
Para a Aço Verde Brasil, a participação na Concrete Show também representou uma oportunidade estratégica de relacionamento. “É sempre positivo estar próximo dos clientes atuais e daqueles que ainda poderão se tornar clientes”, destacou Penido, ressaltando que a feira permitiu mostrar ao mercado os investimentos realizados pela empresa em tecnologia, produtividade e sustentabilidade.
O executivo mantém uma visão otimista sobre o futuro. Para ele, o Brasil ainda tem muito espaço para crescer e a construção civil continuará sendo um dos pilares desse desenvolvimento. E, nesse cenário, a combinação entre aço, inovação e sustentabilidade tende a ganhar importância cada vez maior. Principalmente ao aço verde produzido por sua empresa.







