A produção de aço bruto somou 2,7 milhões de toneladas em agosto de 2026, recuo de 4,0% em relação a julho, de acordo com dados do Instituto Aço Brasil. As importações chegaram a 395 mil toneladas, alta de 3,2%, enquanto as exportações totalizaram 959 mil toneladas, retração de 5,3% na mesma comparação. Já as vendas internas registraram 1,9 milhão de toneladas, avanço de 0,2%. Já o consumo aparente de produtos de aço ficou em 2,2 milhões de toneladas, com alta de 0,3%.

No acumulado do ano, a produção somou 21,8 milhões de toneladas, queda de 1,8% frente ao mesmo período do ano anterior. As importações chegaram a 3,7 milhões de toneladas, recuo de 20,2%, enquanto as exportações, de janeiro a agosto, totalizaram 7,3 milhões de toneladas, avanço de 3,7%. As vendas internas alcançaram 14,2 milhões de toneladas, alta de 0,3%, e o consumo aparente nacional de produtos de aço foi de 17,4 milhões de toneladas, retração de 4,2%.
O cenário ganha uma dimensão ainda maior diante da expansão chinesa. A China responde por cerca de 52% da produção mundial de aço e vem ampliando sua presença nos mercados internacionais, ocupando espaços antes dominados por outros grandes produtores. Em julho, foram produzidas 76,9 milhões de toneladas no país asiático. (worldsteel.org)
A dimensão desse movimento estará no centro das discussões do Congresso Aço Brasil 2026, que será realizado em São Paulo, nos dias 29 e 30 de setembro. Entre os destaques da programação está o painel “China – a Grande Ameaça”, que discutirá os impactos da expansão chinesa sobre a indústria e o comércio global.
Ante a tudo isso, o Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) fechou setembro de 2026 em 42,1 pontos, recuo de 0,9 ponto e quarto mês consecutivo de queda. Resultados abaixo de 50 pontos representam falta de confiança dos CEOs da indústria do aço.
Fonte: Instituto Aço Brasil







