A siderúrgica brasileira caminha para encerrar 2026 sem crescimento. A produção de aço bruto somou 24,6 milhões de toneladas entre janeiro e setembro, queda de 1,7% em relação ao mesmo período de 2025. No Congresso Aço Brasil 2026, realizado recentemente, também foi falado que os investimentos existem, mas estão sendo direcionados a outros países com maior atratividade em prejuízo do Brasil.
Outro sinal de alerta veio em setembro, quando as importações de aço avançaram 51,7% sobre agosto, atingindo 600 mil toneladas. No mesmo mês, as exportações recuaram 37,6%, para 598 mil toneladas, contando as placas que são produtos primários.

No acumulado do ano, as importações totalizaram 4,3 milhões de toneladas, queda de 15,4%, enquanto as exportações cresceram 1,1%, para 7,9 milhões de toneladas. Em setembro, a produção de aço bruto alcançou 2,8 milhões de toneladas, alta de 3,6% sobre agosto, mas queda de 0,8% na comparação anual. As vendas internas recuaram 2,3% em relação a setembro de 2025, apesar do avanço de 0,9% no consumo aparente.
O Instituto Aço Brasil alerta ainda para a migração das importações chinesas para outros países asiáticos, como Vietnã, Coreia do Sul e Taiwan, após a conclusão de processos antidumping envolvendo produtos da China.
Por sua vez, o Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) chegou a 44 pontos. Apesar da melhora, o índice permanece abaixo de 50 pontos, patamar que separa a confiança da falta de confiança. O resultado reforça o cenário de cautela enfrentado pelo setor.
Fonte: Instituto Aço Brasil, com dados do MDIC.







