O consumo aparente nacional de máquinas e equipamentos recuou 11,7% entre janeiro e setembro de 2026, totalizando R$ 284,11 bilhões, em valores constantes. Segundo relatório setorial divulgado no dia 28 de outubro, pela ABIMAQ, o resultado reflete o mercado interno enfraquecido, os juros elevados e o avanço das importações, especialmente as de origem chinesa.
Em setembro, o consumo ficou em R$ 31,81 bilhões, estável ante agosto, mas 12,5% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025. A receita líquida total da indústria caiu 13,4% no acumulado do ano, enquanto as vendas internas recuaram 15,8%, somando R$ 148,74 bilhões.

Na contramão do mercado doméstico, as exportações cresceram 5,5% no período, alcançando US$ 10,15 bilhões. Já as importações avançaram 4,8%, para US$ 24,99 bilhões, gerando déficit comercial de US$ 14,84 bilhões.
Os equipamentos importados responderam por 47,6% do consumo nacional, ante 45,1% em 2025. A China ampliou sua participação para 36% das importações, com vendas ao Brasil de US$ 9,01 bilhões, alta de 17,7%.
O setor encerrou setembro com 409.983 trabalhadores, queda de 3,8% no acumulado de 12 meses. O cenário reforça a preocupação com o custo do crédito e a competitividade da indústria nacional diante da crescente presença de produtos estrangeiros.
Fonte: ABIMAQ







