Continua crescendo a exportação de sucata ferrosa

por | 10/10/2022 | Destaque |


Com alta de 25,9% em relação a agosto, quando atingiram 30.864 toneladas, as exportações de sucata ferrosa, insumo usado na composição de aço pelas usinas siderúrgicas, alcançaram em setembro deste ano 38.859 toneladas, mais um mês de recuperação,. Entretanto, se comparadas a setembro de 2021, quando somaram 73.456 toneladas (o maior volume em um mês no ano passado), as vendas externas tiveram queda de 47,10%

Conforme dados divulgados pelo Ministério da Economia, Secex, de janeiro a setembro, as exportações alcançaram 306.837 toneladas, recuo de 11,4% se comparadas ao mesmo período do ano passado, quando somaram 346.246 toneladas,  De acordo com S&P Global Platts, o mercado brasileiro de sucata ferrosa está, em média, em um patamar de preços estável, o que deve se manter até o fim do ano.

Segundo Clineu Alvarenga, presidente do Instituto Nacional da Reciclagem (Inesfa), entidade que representa os mais de 5,6 mil processadores de recicláveis de ferro e aço entre outros setores que reinserem insumos na cadeia produtiva, as usinas estão usando mais gusa, comprando sucata de empresas sem licenças ambientais e restringindo volume aos processadores.

“Embora as siderúrgicas tenham defendido, no recente Congresso do Aço, um uso de mais sucata na produção para a descarbonização do país, o que ocorre no mercado é o oposto, ou seja, as usinas estão adquirindo material in natura com alto grau de impureza de pátios sem licenças ambientais e diminuindo o volume adquirido dos processadores”, afirma Alvarenga.

Com as dificuldades internas, as processadoras de sucata têm buscado expandir as exportações, “apesar das dificuldades no exterior, em função da guerra na Ucrânia, paralisação de portos e aumentos dos fretes”, segundo Alvarenga.

De acordo com S&P Global Platts, agência americana especializada em fornecer preços-referência e benchmarks para os mercados de commodities, que ouviu fontes do setor, o mercado brasileiro de sucata ferrosa está, em média, em um patamar de preços estável, o que deve se manter até o fim do ano. Conforme essas fontes, “as usinas tentaram reduzir os preços, mas não conseguiram por causa das altas taxas de frete”.  Assim, tem sido melhor comprar de fornecedores mais próximos e não estocar.

Com as dificuldades internas, as processadoras de sucata têm buscado expandir as exportações, “apesar das dificuldades no exterior, em função da guerra na Ucrânia, paralisação de portos e aumentos dos fretes”, segundo Clineu Alvarenga, presidente do Instituto Nacional da Reciclagem (Inesfa).

Fonte: Mauro.arbex@letrasefatos.com.br – Assessoria de imprensa