A Federação das Industrias do Estado de São Paulo – FIESP, através de nota assinada por seu presidente faz um Comunicado Oficial através da imprensa, alertando os membros que farão parte da reunião do Copom nos próximos dias 20 e 21 de junho e chamando a atenção para a necessidade de ajustar-se a taxa Selic, à realidade atual do país.
Veja a nota na Integra:
NOTA À IMPRENSA – REUNIÃO DO COPOM
Momento é crucial para o Banco Central iniciar ciclo de baixa da Selic
Nesta quarta-feira, 21/6, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia a taxa de juro básica Selic. Depois de dez meses com a Selic estacionada em 13,75%, tendo a inflação recuado 7,95 pontos percentuais em 12 meses até maio, este é um momento crucial para a autoridade monetária decidir pelo início do ciclo de baixa da taxa de referência, dando fôlego à economia. Nada justifica o Brasil seguir com o título de campeão mundial de juros reais.
O remédio amargo, adotado em condições excepcionais para conter um movimento altista de preços, é um veneno para a atual realidade econômica de descompressão inflacionária, com demanda fraca, câmbio em queda e a expectativa de contas públicas controladas, graças, inclusive, ao novo regime fiscal em fase final de tramitação no Congresso.
A realidade está exposta pelos próprios índices de preços IPCA e IGP-M: eles indicam uma economia em franco processo de desaquecimento e mesmo deflação. Juros altos despropositados empobrecem o país. Famílias e empresas estão endividadas e o crédito está caro e escasso. Esse ambiente hostil compromete o futuro do Brasil.
Embora o desempenho do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre tenha sido uma boa surpresa, a concentração desse resultado em um único segmento, a agropecuária, distorce a compreensão da situação da economia. O setor de serviços teve atuação fraca, a construção civil recuou pelo segundo trimestre, a taxa de investimento caiu. A indústria de transformação amargou a terceira retração seguida – a sétima nos últimos dez trimestres.
Inflação estável, com política monetária adequada, é condição para o crescimento econômico fluir conforme o anseio geral. A dinâmica inflacionária está contida. Resta acertar a política monetária até para termos tranquilidade para darmos atenção aos demais problemas que impedem o desenvolvimento pleno do país.
Josué Christiano Gomes da Silva
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP