O Inda entidade que representa os distribuidores e processadores de aços planos, apresentou as estatísticas de dezembro, os resultados do ano e as expectativas para o ano de 2025 e se mostrou preocupado com o quadro. Carlos Loureiro, presidente executivo da entidade disse “Perdemos parte de nosso market-share no ano de 2024, pois os importadores tomaram um espaço que já foi nosso”. A escalada da chegada de aço importado, principalmente vindo do oriente foi recorde em 2024, mesmo após a implantação do sistema cota-tarifa pelo governo federa. Já havíamos relatado esta situação como quando apresentamos os dados estatísticos do Instituto Aço Brasil. Veja em nosso portal sob o título: Cresceu a produção de aço no Brasil, mas as importações bateram recorde.

Nos números de dezembro as vendas do setor mostraram queda de 16,0% em comparação a novembro com um total de 249,4 mil toneladas contra 296,8 mil. Se compararmos com dezembro de 2023 a queda foi de 5,4%, com 263,5 mil toneladas.
Com este resultado o acumulado do ano, foi somente1,1% superior ao registrado em 2023. Neste ano o movimento de vendas foi de 3.842,2 mil toneladas contra 3.801,4 mil toneladas. A meta de crescimento de 3% que a entidade divulgou no inicio do ano e confirmou nas suas revisões ao longo do ano não foram atingidas.
Com relação às compras junto às usinas houve queda de 4,5% em relação a novembro com 282,2 mil toneladas contra 295,6 mil toneladas. Em relação ao ano passado houve alta de 3,1% (273,8 mil toneladas).
Ao compararmos o movimento anual veremos um crescimento nas compras de 2,9%. Foram aduiridas 3.976,9 mil toneladas contra 3.863,6 mil toneladas registradas em 2023.
Com tal movimento o estoque da rede fugiu um pouco do controle, pois cresceu 3,3% em relação a novembro com um montante de 1.013,9 mil toneladas que representa um giro de 4,1 meses. O ideal segundo estudos do próprio Inda é um giro entre 2,8 a 3 meses. Sobre isso Carlos Loureiro também se expressou: “Com as taxas de juros nas alturas e com o viés de alta que vem demonstrando, esta alta no estoque torna-se preocupante para o distribuidor e pode comprometer seu fluxo de caixa”.
As importações em dezembro atingiram o seu menor patamar com queda de(-) 40,1% em relação a novembro e(-) 55,4% em relação a novembro do ano passado. Foram internadas 123,5 mil toneladas.
A explicação é de que o Porto de São Francisco no Sul, em Santa Catarina que é a principal porta de entrada de produtos importados, suspendeu as operações de desembarque de produtos siderúrgicos desde o meio de dezembro, até 10 de janeiro, em função de indisponibilidade de espaço nos armazéns e no processo de atracamento de navios.
Falando sobre o ano que se iniciou há poucos dias, as projeções apontam para recuperação das vendas em janeiro na casa dos 15%. Mas para o ano a previsão conservadora de crescimento é de pouco mais de 1%.
Fonte Inda