Conforme amplamente divulgado, começou a zero hora de hoje (12/março/25) valer a taxação de 25% no aço, alumínio e diversos outros produtos, que são importados pelos EUA dos países Brasil Canadá e México. Ontem ainda as agências de notícias deram destaque a uma possível elevação desta tarifa para o Canadá, mas negociações aconteceram e não foi confirmada nenhuma mudança no quadro.
A definição desta taxação foi anunciada pelo presidente Donald Trump em 9 de fevereiro, assinada no dia 10 e ratificada pelo Congresso na semana passada. Claramente há uma discordância americana principalmente com as práticas comerciais adotadas pela China em relação ao aço, já que eles são produtores de mais de 50% da produção mundial.
Segundo o Instituto Aço Brasil, que representa as siderúrgicas nacionais esta taxação irá impactar não a só a indústria brasileira, mas como toda a cadeia produtora americana assim como causará impactos mundiais no segmento da siderurgia. Ainda de acordo com Aço Brasil as exportações de aço do Brasil supriram 60,7% da demanda de placas dos EUA, que posteriormente foram processadas e transformadas em produtos finais nas usinas localizadas em território americano.
No ano passado, os EUA precisaram importar 5,6 milhões de toneladas do produto por não ter oferta interna suficiente. Desse total, 3,4 milhões de toneladas foram exportadas pelo Brasil. A taxação do produto impacta não apenas a indústria brasileira, como também a própria economia estadunidense, uma vez que ela depende da importação do produto.
Diante desse quadro o Instituto Aço Brasil e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) acreditam que a retomada do diálogo entre os governos dos dois países possa para restabelecer o fluxo de produtos de aço para os Estados Unidos nas bases do acordo firmado em 2018, durante o primeiro mandato de Donald Trump.
Fontes: Instituto Aço Brasil
Agência Brasil de Notícias