A Alacero – Associação Latino-Americana do Aço, entidade fundada em 1959, atualmente integrada por mais de 50 produtoras de aço na América Latina e que tem como objetivo fomentar a integração regional, inovação tecnológica, o meio ambiente e a defesa dos interesses empresariais da cadeia de aço latino-americana informa que fechado o balanço de 2024, apurou que a produção de aço na região foi de 56,2 milhões de toneladas (Mt) representando queda anual (a/a) de -3,6%, o terceiro declínio consecutivo (-2,9% em 2022 e -7,4% em 2023). As quedas mais significativas foram registradas no México, Argentina e Chile, enquanto o Brasil, com 33,7 Mt (+5,3%), foi o único país a registrar aumento na produção.
A balança comercial na América Latina registrou um déficit de 19,5 milhões de toneladas entre janeiro e novembro de 2024, o que representa um aumento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2023. Esse déficit foi causado por uma queda de -10,5% nas exportações, enquanto as importações permaneceram estáveis, com um crescente aumento das compras provenientes da China.
Quanto aos setores consumidores de aço, a construção acumulou um crescimento de 1,5% a/a, embora tenha enfrentado quedas de agosto a novembro de 2024, com exceção do Brasil. A indústria fechou o semestre com um desempenho positivo em novembro de 2024 (1,3% a/a), destacando-se o setor automotivo (5,9%), enquanto o de máquinas e equipamentos industriais teve um crescimento moderado de 0,4%. O segmento de eletrodomésticos, por sua vez, registrou uma queda de -1,9%.
“Fechamos 2024 com uma queda pela terceira vez consecutiva na produção de aço na América Latina. No entanto, o consumo e as importações mantiveram-se estáveis, o que mostra que a relação de aços importados continua a crescer em nossa região. Isso impacta diretamente a competitividade e a estrutura da cadeia de valor regional”, explica Ezequiel Tavernelli, Diretor Executivo da Alacero.
Fonte: gabriel@alacero.org