Em entrevista concedida às redes sociais o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou nesta quarta-feira (12) que o governo não planeja represálias contra as tarifas impostas por Donald Trump que afetam as exportações brasileiras de aço para os Estados Unidos.
Segundo ele “Não vamos proceder assim por orientação do presidente da República”, disse Haddad aos repórteres, acrescentando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ordenou “muita calma nessa hora” de tensões comerciais com Washington.
Continuou “Nós já negociamos outras vezes em condições mais desfavoráveis que essa”.
Conforme a nota representantes do aço brasileiro apresentaram ao ministro argumentos muito consistentes de que os Estados Unidos tem muito a perder com as tarifas que afetam o Brasil, porque o comércio entre os dois países é “muito equilibrado”.
Na nota ainda é destacado que os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) comunicaram, em nota conjunta, que o governo “avaliará todas as possibilidades de ação no campo do comércio exterior, com vistas a avaliar os efeitos nocivos das medidas norte-americanas, bem como defender os legítimos interesses nacionais, inclusive junto à Organização Mundial do Comércio”. As pastas indicaram que há reuniões “previstas para as próximas semanas” com representantes dos Estados Unidos.
Os governos Lula e Trump iniciaram um diálogo na semana passada sobre as novas medidas tarifárias, de acordo com o governo brasileiro.
Em conversa telefônica em 7 de março, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o novo representante do Comércio dos EUA, Jamieson Greer, concordaram em criar “um grupo de trabalho (…) para discutir tarifas comerciais”, publicou o Itamaraty na rede X.
O Instituto Aço Brasil – IABr, que reúne empresas do setor, informou que se mantém na expectativa de que essa aproximação reviva o sistema de importação construído no primeiro governo Trump, e ressaltou que o não restabelecimento do acordo resultará em perdas para a indústria do aço dos dois países. Veja nota em nosso portal publicada ontem 12/03/25.
A expectativa dos dirigentes do IABR é no sentido de que sejam reativados os acordos firmados durante o primeiro mandato do presidente Trump, nos Estados Unidos e que vinha sendo cumprido pelas empresas nacionais.
Fonte: https://www.msn.com/pt-br/dinheiro/economia-e-negocios