Segundo nota divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), a recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de aumentar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, elevando-a para 15% ao ano, agrava ainda mais o cenário para o setor produtivo brasileiro. Para a entidade, o encarecimento do crédito desestimula investimentos e impõe obstáculos adicionais ao crescimento econômico, especialmente em estados com forte vocação produtiva, como o Pará.
Já para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a nova alta da Selic é incompatível com o cenário atual e prospectivo, pois a economia já manifesta os efeitos da política monetária restritiva, como a desaceleração da inflação. “Sem o início da redução da Selic, seguiremos penalizando a economia e os brasileiros. O cenário torna o investimento produtivo muito difícil no Brasil, com consequências graves para a economia”, reitera Ricardo Alban, presidente da CNI.
Diante desse quadro, a FIEPA reitera sua posição contrária a qualquer proposta de aumento ou criação de novos impostos, especialmente no contexto da MP nº 1.303/2025. Segundo a entidade, a experiência internacional demonstra que um ajuste fiscal bem-sucedido é aquele que equilibra a melhoria das contas públicas com a proteção ao crescimento econômico e à redução da dívida, sem sobrecarregar quem produz e gera empregos. “Novos aumentos de impostos penalizam empresas, trabalhadores e famílias, comprometendo a competitividade, a atração de investimentos e a geração de renda. O Pará, com sua vocação para a produção e exportação, não pode ser ainda mais onerado”, afirma Alex Carvalho, Presidente da FIEPA.
Fonte: Comunicação do Sistema FIEPA imprensa@fiepa.org.br
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