O consumo aparente de aços planos, divulgado pelo IABr, superou 10% em maio e chamou a atenção na apresentação dos dados do Inda – Instituto Nacional dos Distribuidores e Aço, que representa distribuidoras e processadoras. O número, porém, não considera as importações realizadas por empresas não filiadas à entidade.
Segundo Carlos Loureiro, presidente executivo do Instituto, a entrada indiscriminada de aço importado, com preços aviltados, além de enfraquecer a indústria siderúrgica nacional, eleva os estoques de importadores, consumidores e distribuidores. “Isso distorce o consumo aparente. Um crescimento aceitável seria de no máximo 4%”, avaliou.

Em maio, as vendas atingiram 328,9 mil toneladas, com alta de 3,7% sobre abril e 4,2% frente a maio de 2024. As compras às usinas cresceram 6,1% no mês e 8,1% no ano, somando 339,5 mil toneladas.
Os estoques subiram 1%, alcançando 1.071,9 mil toneladas. O giro ficou em 3,3 meses, considerado elevado. As importações, mais uma vez, bateram recorde: avanço de 42,5% frente a abril e de 71,5% sobre o mesmo mês do ano anterior, com 417,9 mil toneladas.
Fonte: Inda/Sindisider










