Números divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). apontam que a produção industrial cresceu 0,1% em junho, abaixo da projeção da entidade (+0,3%) e da expectativa do mercado (+0,4%), dados com ajuste sazonal. Com esse resultado, a indústria interrompe dois meses consecutivos de contração. O desempenho no mês foi influenciado pelo aumento da indústria de transformação (+0,2%) e pela retração da indústria extrativa (-1,9%). Entretanto, em comparação com junho de 2024, houve queda de 1,3% da produção industrial. Na variação acumulada em 12 meses, foi registrada alta de 2,4%, ritmo de crescimento menor que o observado em maio nessa mesma métrica (+2,8%).
Já os destaques positivos ficaram a cargo de veículos automotores, reboques e carrocerias (+2,4%), metalurgia (+1,4%), celulose, papel e produtos de papel (+1,6%) e produtos de borracha e de material plástico (+1,4%). Por outro lado, entre as oito atividades que recuaram na produção, indústrias extrativas (-1,9%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,3%) e produtos alimentícios (-1,9%) exerceram os principais impactos negativos em junho de 2025.
No 2º trimestre de 2025 em comparação ao trimestre anterior, a produção industrial exibiu crescimento de 0,1%, após alta de 0,2% no 1º trimestre de 2025, ambos em comparação com o trimestre imediatamente anterior, considerando dados com ajuste sazonal. Já as condições financeiras restritivas, a redução da demanda global, a imposição de tarifas e a expectativa de acomodação gradual da atividade devem continuar impactando a indústria ao longo de 2025. Por outro lado, medidas do governo voltadas ao estímulo da demanda constituem vetores altistas para a atividade em 2025.
Com isso, a Fiesp revisou a projeção de crescimento da indústria, em 2025, de 1,3% para 0,9%, após alta de 3,1% em 2024, projetando um avanço de 0,6% para 2026. Para os próximos meses, a expectativa da entidade é de desaceleração gradual da atividade econômica brasileira e a manutenção da política monetária contracionista em um ambiente marcado por condições financeiras já restritivas, que indicam um cenário de persistência da tendência de recuo da atividade industrial.
Fonte: Victor Queiroz Ferreira sistemas@comuniquese4.com.br
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