Henrique Patria
Em concorrida cerimônia na sede da FIESP em São Paulo, foi lançada a versão 2025 do Anuário Abimetal-Sicetel. A publicação vem ano a ano mostrando o panorama da indústria de transformação representada pelas duas entidades incluindo comparativos anuais, medidores de desempenho e principalmente os efeitos negativos que a importação desmesurada de produtos estrangeiros tem feito na indústria nacional.

Por ocasião da cerimônia, Ricardo Martins, presidente das duas entidades, em um pronunciamento inflamado destacou que os industriais brasileiros estão completamente abandonados à sua própria sorte, uma vez que não se nota nenhuma atitude positiva dos poderes constituídos, no sentido de preservação da indústria siderúrgica nacional. E lembrou “Sem uma indústria siderúrgica forte, o país cairá na vala comum dos países sem perspectivas de desenvolvimento, e com futuro questionável além dos milhares de empregos que estão sendo jogados fora”. E concluiu incitando a todos a uma união maior em torno de suas entidades pois somente a pressão permanente de todos sobre os órgãos constituídos, que afinal são a representação de todos os brasileiros poderá mudar este estado de coisas.
Na página de abertura do Anuário, no texto que representa a palavra do presidente ele lembra:
“Infelizmente, sobra ao governo adotar a saída mais fácil e avançar em sua sanha arrecadatória, aumentando impostos para atingir a meta de superavit fiscal pretendida, o que nem mesmo tem conseguido. Nunca é demais reafirmar que o governo brasileiro é esbanjador, gasta muito mais do que pode e gasta mal. A outra grande reforma esperada, a Administrativa, que deveria ter sido feita antes da Tributária, deu sinais de esperança com a formação de um grupo de trabalho na Câmara Federal. Ouvimos que o relatório está pronto e poderá seguir o trâmite processual em breve. Estamos torcendo para que avance”.
E continua: “O governo brasileiro, inspirado nas medidas do governo Trump, deveria olhar com mais atenção iniciativas que impeçam a invasão de produtos que geram riqueza e empregos em outros países, principalmente os de origem chinesa. Se existir algum mérito nas ações do governo americano, este foi o de colocar a indústria como protagonista do desenvolvimento e da capacidade de geração de riquezas e superávits de balança comercial. A reindustrialização é motivo de sobrevivência econômica tanto lá como aqui”.










