A ABIMAQ apresentou seus indicadores conjunturais da indústria de máquinas e equipamentos (M&E) relativas ao desempenho do setor no mês de agosto. Segundo seus diretores o setor apresentou a retração nos investimentos. E esta piora é reflexo dos números negativos da indústria de bens de consumo durável, de bens para a infraestrutura, para a agricultura e para logística e construção civil.

Em resumo os números apresentados foram:
Receita de vendas:
Em agosto de 2025, a receita líquida total foi de R$ 26,5 bilhões, queda de 5,6% em relação a agosto de 2024. No mercado interno, a receita foi de R$ 19,7 bilhões, com retração de 13,2% interanual.
Apesar da queda mensal, houve crescimento acumulado no ano (+12,7%).
Comércio Exterior:
Exportações: US$ 1,262 bilhões em agosto, aumento de 33,6% interanual, mas estabilidade no acumulado do ano (-0,1%).
Destaque para vendas à América do Sul (+17,2%), especialmente Argentina (+47,2%).
Importações: US$ 2,575 bilhões em agosto, queda de 11,4% mensal, mas crescimento acumulado no ano (+9,1%).
A China lidera como principal origem das importações (31,8%).
Consumo aparente:
Em agosto, o consumo aparente foi de R$ 34,3 bilhões, queda de 10,7% interanual. No acumulado do ano, houve crescimento de 13,6%.
Capacidade instalada e carteira de pedidos:
Utilização da capacidade instalada foi de 78,8%, com estabilidade mensal e aumento de 2,9% interanual.
A carteira de pedidos recuou 2,5% em agosto, com piora nos setores de máquinas agrícolas e transformação.
Emprego:
O setor empregou 427 mil pessoas em agosto, aumento de 0,5% mensal e 8,4% interanual.
Máquinas agrícolas:
Receita líquida total em agosto foi de R$ 6,15 bilhões, queda de 7,9% interanual. No acumulado do ano, houve crescimento de 14%.
Vendas internas de tratores e colheitadeiras cresceram 47,1% interanual em agosto, enquanto as exportações caíram 16,2%.
Finalizando seus diretores explicaram que apesar de continuar as negociações visando amenizar os impactos das tarifas americanas que fizeram as vendas para a América do Norte caírem em 9% enquanto para a América do Sul e Europa subiram respectivamente 17,2% e 11,6% há muito poucas esperanças na reversão deste quadro.










