Comprometimento do abastecimento de água, perdas na agropecuária, aumento do risco de queimadas além de prejuízos para as hidrovias, são alguns dos setores ameaçados pelo desmatamento, segundo um novo relatório do Climate Policy Initiative (CPI/PUC-Rio) e do projeto Amazônia 2030.

De acordo com o estudo, a derrubada da floresta já gera prejuízos anuais bilionários, especialmente no setor elétrico. Somente as hidrelétricas de Itaipu e Belo Monte perderam juntas potencial de gerar 3.700 GWh por ano, o equivalente ao consumo de energia elétrica de todo o estado de Rondônia, o que representa mais de R$ 1 bilhão em perdas anuais. O estudo reforça que políticas públicas de combate ao desmatamento — como o PPCDAm, responsável por reduzir a taxa de destruição da floresta em cinco vezes entre 2004 e 2014 — são fundamentais para manter o país em rota de crescimento sustentável.
Os pesquisadores alertam que, até 2050, até 47% da floresta pode sofrer distúrbios que comprometeriam de forma irreversível a oferta de serviços ecossistêmicos. “A proteção da Amazônia não é apenas uma pauta ambiental, mas um imperativo estratégico para a segurança energética, hídrica e alimentar do Brasil”, afirmam os autores Gustavo Pinto e João Pedro Arbache, do CPI/PUC-Rio. O estudo completo pode ser visto ne endereço: https://amazonia2030.org.br/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-para-a-economia-brasileira
Fonte: Gustavo Nascimento – gustavo.nascimento@omundoquequeremos.com.br – Assessoria de imprensa










