A produção de aço no país continua em retração. Em outubro, o recuo foi de 2,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando 3,0 milhões de toneladas (Mt). No acumulado de 2025, o setor soma 28,0 milhões de toneladas, queda de 1,8%, segundo dados do Instituto AçoBrasil (IABr).
A entrada contínua de produtos importados, que chegam ao mercado com preços considerados aviltados pelo IABr, somada à ausência de medidas de proteção à indústria nacional, já provoca fortes impactos na siderurgia brasileira. Nos balanços enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) referentes ao último trimestre, a Usiminas registrou o maior prejuízo já divulgado por uma usina nacional.

Entre janeiro e outubro, as importações atingiram 4,9 Mt, alta expressiva de 20,4%, mesmo após a adoção de cotas, que se mostraram ineficazes para conter o avanço. Com isso, o consumo aparente de aço no Brasil chegou a 22,7 milhões de toneladas, crescimento de 2,9%, mas com grande participação de produtos estrangeiros.
O mercado interno, por sua vez, recuou. As vendas caíram 6,5% em outubro, para 1,8 Mt. No acumulado do ano, a retração foi de 0,3%, com 17,9 Mt comercializadas.
O destaque positivo veio das exportações: em outubro, os embarques somaram 907 mil toneladas, equivalentes a US$ 598 milhões. O avanço foi de 28,1% em volume e 3,3% em valor na comparação anual. No acumulado de 2025, as exportações cresceram 4,6%, alcançando 8,7 Mt.
Por fim, o Índice de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) apresentou melhora em novembro, ao subir 10,9 pontos e atingir 44,3, frente aos 33,4 pontos registrados em outubro. Apesar da recuperação, o indicador permanece abaixo da linha de 50 pontos, que marca o otimismo. A última vez que esse patamar foi superado foi em novembro de 2024.
Fonte: Instituto Aço Brasil










