Acabou de modo melancólico a COP30, realizada em Belém do Pará, infelizmente com resultados nada animadores.
Os encontros anteriores ocorreram em cidades como Sharm El Sheikh no Egito (COP 27), um dos principais destinos turísticos do país, com praias deslumbrantes, resorts sofisticados e intensa vida social. Depois, veio a COP 28 em Dubai, segunda maior cidade dos Emirados Árabes Unidos, que dispensa comentários pela sua opulência e riqueza, seguida da COP 29, no Azerbaijão, em Bacu, centro político, social e cultural daquela nação.
E, então, tivemos a COP 30, em Belém. No mínimo, pode-se dizer que a escolha foi inadequada, já que a infraestrutura da cidade é insuficiente para um evento desse porte. Isso ficou evidente nas várias manifestações negativas divulgadas pelos meios de comunicação do Brasil e do exterior, quase sempre com manchetes desfavoráveis, trazendo grandes danos à imagem do nosso país. Além disso, pouco se aproveitou do encontro, pois não foram criados novos mecanismos, nem renovados acordos bilaterais para permitir avanços em nossas políticas internacionais. Esperamos que sirva de lição para os próximos eventos internacionais que o Brasil patrocinar.
Mas, voltando ao nosso campo de atuação, nesta edição da revista Siderurgia Brasil, mais uma vez, conseguimos imprimir uma marca de seriedade ao apresentarmos em dois tempos uma visão crítica do papel relevante dos centros de serviços, processamento e distribuição de aço. Entrevistamos um dos mais emblemáticos representantes da “distribuição independente de aços”, bem como o responsável por uma das grandes distribuidoras ligadas às usinas produtoras – vale conferir as duas perspectivas sobre o tema. Em nossas páginas, também celebramos e saudamos uma das maiores empresas processadoras de zincagem a fogo, que completa 50 anos de atuação marcante, renovando-se sempre para dar continuidade ao seu legado.
Cobrimos eventos importantes do setor como o Workshop sobre Galvanização, no qual as revistas Siderurgia Brasil e Agrimotor foram mídias oficiais – e em que se discutiram temas relevantes tanto empresariais quanto técnicos –, além da Tubotech 2025, também realizada em São Paulo e tradicionalmente repleta de novidades.
Complementarmente, na seção “Energia”, destacamos algumas mudanças na legislação vigente, que prometem impulsionar avanços na livre comercialização das fontes de energia além dos destaques para o avanço das energias limpas.
Ponto negativo da edição são os resultados das estatísticas em setores que acompanhamos mensalmente, todos mostrando estagnação econômica, e até retrocesso em algumas áreas, dando claros sinais de que juros elevados e falta de planejamento sempre se refletem na ausência de crescimento.
Por fim, na seção “Vitrine”, trazemos algumas das mais importantes notícias, que também estão sendo apresentadas em nosso portal, com o objetivo de manter nossos leitores sempre bem atualizados.
Mais uma vez, agradecemos a gentileza de seus acessos aos nossos canais de comunicação, que nos colocam entre as principais mídias empresariais do país.
Boa leitura!
Henrique Isliker Patria
Editor-chefe – henrique@grips.com.br










