Segundo o CEO da Verden Bikes e membro do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE), Cleber Rossini, os dados apontam que as bicicletas infantis e infantojuvenis seguem representando uma parcela relevante da produção, enquanto o segmento de bicicletas tradicionais — como as MTB aro 29” — sustenta boa parte do crescimento.
Para Rossini, apesar da evolução do mercado, o setor ainda enfrenta um cenário de competição acirrada. “Há uma guerra de preços em curso, especialmente nas categorias de primeiro preço e na linha infantil. Isso pressiona margens e dificulta investimentos em inovação”, explica.
As projeções indicam que o mercado brasileiro de bicicletas deve crescer 25% até 2030, impulsionado por demanda reprimida, novas tendências de mobilidade e aumento da penetração de produtos de maior valor agregado. Já a produção na Zona Franca de Manaus deve avançar 38,8% no mesmo período, reforçando a importância estratégica do polo industrial no abastecimento do mercado.
No entanto, enquanto o polo de Manaus se beneficia de incentivos fiscais que amortecem efeitos do câmbio, dos custos financeiros e da instabilidade macroeconômica, os fabricantes de outras regiões operam sob maior exposição ao risco. “O risco Brasil amplifica nossos custos e reduz competitividade. A ZFM, por ter um colchão fiscal, absorve melhor a instabilidade, o que aumenta a distância competitiva entre os fabricantes”, destaca Rossini.
Apesar disso, o mercado brasileiro de bicicletas mantém trajetória de crescimento, impulsionado por maior busca por mobilidade acessível, uso recreativo e fortalecimento de marcas regionais fora do polo da Zona Franca de Manaus (ZFM). As análises setoriais mostram que, após anos de oscilação, a produção nacional voltou a acelerar e registra alta consistente na comparação com 2024, acompanhada por maior dinamismo nas vendas e no emprego industrial.
Fonte: Ana Azevedo <azm@azmcom.com.br> Assessoria de imprensa










