No evento de anúncio da expansão do Recircula Brasil, plataforma nacional de rastreamento e certificação de materiais reciclados, no Pavilhão Brasil da COP30, em Belém (PA), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli, lançaram a nova fase do programa que inclui, pela primeira vez, a cadeia do alumínio entre os segmentos rastreados.

A plataforma, desenvolvida pela ABDI em parceria com a Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) e operacionalizada pela Central de Custódia, já rastreou, desde julho de 2024, mais de 50 mil toneladas de plástico reciclado com base em notas fiscais eletrônicas, envolvendo mais de 300 fornecedores e clientes de diversos setores industriais. Agora, com a inclusão de alumínio, vidro, papel e têxtil, o sistema avança em abrangência e consolida-se como principal ferramenta de rastreio do país.
A nova fase do Recircula Brasil também marca a implantação de uma governança de dados centralizada pela ABDI, assegurando interoperabilidade nacional e um ponto único de acesso para fiscalização ambiental e da circularidade industrial. A iniciativa prepara o caminho para que, já em 2025, a plataforma seja reconhecida como instrumento oficial de verificação das metas regulatórias de circularidade do plástico.
Para a presidente da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), Janaina Donas, presente na ocasião, a entrada do alumínio na plataforma representa um marco estratégico para o setor. “A rastreabilidade é um importante instrumento para garantir isonomia tributária e impulsionar a economia circular, além de fortalecer a competitividade e garantir acesso aos mercados internacionais. A expansão do Recircula Brasil é fundamental para demonstrarmos todo o valor ambiental do alumínio brasileiro e abrir mercados”, afirma Janaina Donas. O alumínio brasileiro já se destaca por sua alta taxa de reciclagem e pela baixa pegada de carbono, impulsionada pela matriz energética predominantemente renovável.
Fonte: Claudia Martins < claudia.martins@gbr.com.br> Assessoria de imprensa










