O Encontro Anual do Mercado Livre de Energia (EAML), realizado em novembro, em Campinas/SP – promovido pelo Informa Markets em parceria com a ABRACEEL – apresentou experiências internacionais que comprovaram os seguintes efeitos estruturais da liberalização do setor elétrico: infraestrutura moderna; previsibilidade regulatória; aumento dos incentivos à competição, entrada de novos agentes; expansão de serviços; e maior participação dos consumidores. E todos eles são fatores essenciais para que o Brasil, em processo de abertura total, conquiste ganhos de eficiência e segurança no ambiente de comercialização.
E muito são os exemplos dessa evolução setorial. Na Espanha, mais de 300 comercializadoras de energia atendem a 70% dos residenciais e a 99% da indústria. Já em Portugal, o chamado “Comercializador de Último Recurso” ainda responde por 13% dos consumidores, sustentado por tarifa regulada. Por sua vez, a Colômbia alcançou 25% de penetração após três décadas, mas enfrenta desafios de infraestrutura. No México, a reforma de 2013 estruturou o mercado maiorista, com 54 empresas listadas e 1.700 consumidores qualificados, embora a migração ainda seja lenta. Finalmente, as discussões no encontro mostraram que modelos de flexibilidade e resposta da demanda avançam mesmo sem medidores inteligentes, como já ocorre no Reino Unido e na Alemanha.










