Na vida empresarial, assim como na vida pessoal, o planejar é fundamental. Contudo, diante do cenário de imprevisibilidades do mundo em que vivemos – e que, não raro, deriva para o caos – essa tarefa se torna particularmente difícil.
Conversamos com o gestor de projetos Victor de Almeida Moreira, que nos explica como transformar metas em rotinas e evitar erros para criar um planejamento realista, dentro de possibilidades reais factíveis.
Na maioria das vezes o caos, pode mostrar algumas oportunidades não vistas e que podem mudar totalmente o rumo das coisas.
O planejamento continua sendo indispensável, porque ele é o direcionamento de onde se quer chegar. Mas isso exige uma reinterpretação. Um erro comum é tratar o planejamento como uma tentativa de “prever corretamente o futuro”. Isso nunca funcionou bem, e funciona ainda menos em ambientes complexos, como o da siderurgia brasileira, marcados por volatilidade regulatória, ciclos de demanda agressivos e pressão global por custos e sustentabilidade.
Em vez de perguntar “O que vai acontecer?”, a pergunta passa a ser “O que acontece se estivermos errados?”. Esse é um exercício valioso de planejamento estratégico. Assim, na prática, isso significa planejar assumindo que desvios vão ocorrer, e que é preciso estruturar o negócio para se beneficiar desses possíveis desvios. Investir em capacidades adaptativas (processos, pessoas e governança) mais do que em previsões excessivamente detalhadas. O principal benefício é sair da paralisia causada pela incerteza.
Empresas antifrágeis não esperam estabilidade para agir; elas aprendem a crescer com a instabilidade. Isso gera vantagem competitiva exatamente quando o ambiente é mais hostil, ou seja, em momentos em que muitos concorrentes recuam.
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