Apresentamos o Anuário Brasileiro da Siderurgia 2026. Chegamos à 27ª edição da publicação de maior visualização na mídia especializada do setor no Brasil. Mantemos o compromisso de oferecer informação qualificada, análises consistentes e orientações estratégicas, sempre funda mentadas na visão dos principais protagonistas da cadeia siderúrgica — presidentes de entidades, CEOs de grandes corporações, consultores especializados e profissionais — que atuam em todos os elos dessa que é uma das mais relevantes cadeias industriais do país.
Nesta edição, apresentamos um panorama fiel do desempenho do setor, com dados atualizados sobre resultados recentes, os desafios enfrentados, as soluções adotadas e as projeções para cada elo da cadeia. Mais do que um retrato setorial, o Anuário reflete movimentos que impactam diretamente nos rumos da economia brasileira.
MODERNIZAÇÃO
Promovemos ajustes estruturais em relação à edição anterior, com o objetivo de tornar a leitura mais dinâmica e facilitar o acesso às informações.
O tradicional “Panorama do Setor” foi repaginado e dividido em dez seções temáticas, que reúnem as opiniões dos entrevistados, acompanhadas por dados consolidados de cada segmento, apresentados em infográficos e tabelas claras e de rápida assimilação.
Atualizamos e republicamos alguns conteúdos essenciais, como as listagens das usinas produtoras de aço do Brasil e entidades que mantêm interação permanente com a indústria siderúrgica.
Apesar do crescimento expressivo de audiência em nossos canais — com mais de 900 mil acessos ao longo do ano — observamos redução sensível na busca por informações do antigo Guia de Compras A ampla oferta de ferramentas digitais de pesquisa, aliada às restrições para atualização e obtenção de dados impostas pela legislação brasileira (LGPD), nos levou à decisão de descontinuar sua publicação, após mais de 25 anos de circulação ininterrupta.
COMPOSIÇÃO DO ANUÁRIO 2026
SEÇÕES TEMÁTICAS:
CENÁRIOS ECONÔMICO E POLÍTICO
Em ano eleitoral e de juros elevados, o Brasil enfrenta incertezas internas e externas. Indústria pressionada por importados e crédito caro freiam a retomada. Projeções indicam PIB de até 1,8% em 2026, condicionado à queda da Selic, controle da inflação e maior confiança.
PRODUÇÃO E DESEMPENHO INDUSTRIAL
Siderurgia brasileira e latino-americana entram em 2026 sob pressão: importações crescentes, excesso global de capacidade e juros elevados desafiam margens, investimentos e a competitividade do aço regional.
PROCESSAMENTO E DISTRIBUIÇÃO
Processadores e distribuidores de aço enfrentaram um 2025 desafiador, com pressão das impor tações chinesas e margens reduzidas. Para 2026, projetam estabilidade, leve alta de preços e crescimento modesto, apostando em defesa comercial e maior competitividade da produção nacional.
IMPORTAÇÃO
Em 2025, a disparada das importações de aço — sobretudo da China — expôs gargalos logísticos e aduaneiros no Brasil. Com tarifa de 25% em 2026, o foco migra para aços especiais, e a competitividade dependerá de estratégia, governança e inteligência na cadeia.
GRANDES CONSUMIDORES
Após um 2025 desafiador, 2026 traz incertezas e expectativas para o aço e seus grandes consumi dores. Automotivo, autopeças, motos e implementos projetam crescimento moderado, enquanto o debate sobre eletrificados e importações opõe proteção industrial e transição sustentável.
CONSTRUÇÃO CIVIL
Após crescer forte em 2024, a construção per deu fôlego em 2025, pressionada por juros e custos, mas manteve alta. Para 2026, entidades projetam expansão maior, impulsionada por cortes na Selic, infraestrutura e habitação, apesar dos desafios tributários e da mão de obra.
MÁQUINAS E FERROVIAS
Entre crescimento e incertezas, a indústria de máquinas avança 7,3% em 2025, mas projeta desaceleração com juros altos e concorrência chinesa. No setor ferroviário, produção e entregas crescem, enquanto o acordo Mercosul–UE reacende expectativas externas.
TECNOLOGIA AVANÇADA
A integração entre Big Data, IA e Data Lake redefine a Indústria 4.0 ao transformar dados brutos em decisões inteligentes. Com base nos “5Vs” essas tecnologias elevam produtividade, reduzem custos e ampliam competitividade, segurança e sustentabilidade nas operações industriais.
SUSTENTABILIDADE Siderurgia verde e ESG consolidam o aço sus tentável como estratégia central do setor. Reciclável, porém intensivo em carbono, o aço avança na descarbonização com investimentos em energia limpa, economia circular, inovação florestal e governança robusta.
METAIS NÃO FERROSOS
Em 2025, anúncios de Donald Trump mexeram com os metais não ferrosos. Cobre, alumínio e estanho dispararam; zinco e chumbo oscilaram; níquel enfrentou excesso de oferta. Para 2026, o rumo dependerá da geopolítica e da dinâmica entre oferta e demanda global.










