Segundo dados divulgados pela ABIMAQ a indústria brasileira de máquinas e equipamentos apresentou desempenho fraco no primeiro trimestre de 2026, refletindo a retração dos investimentos no país. Apesar de uma leve melhora em março, o consumo aparente cresceu apenas 1,2% na comparação anual, sustentado pelo aumento das importações, enquanto a produção nacional seguiu em queda. Segundo seus dirigentes este é um reflexo claro da política de juros altos, que inibe os investimentos em equipamentos novos.
A receita líquida total do setor caiu 3,4% em março frente ao mesmo mês de 2025, com recuo tanto no mercado interno (-0,9%) quanto nas exportações (-11,1% em reais). No acumulado do trimestre, a queda foi ainda mais expressiva, pressionada principalmente pelos altos juros, que inibem investimentos produtivos e encarecem o crédito.

No comércio exterior, as exportações cresceram 7,5% em dólares no trimestre, mas esse avanço foi parcialmente anulado pela valorização do real. Já as importações atingiram nível recorde em março, com forte expansão (+21,4% no mês), ampliando a participação de produtos estrangeiros para cerca de 49% do consumo interno — evidenciando perda de espaço da indústria nacional, especialmente frente à competitividade chinesa.
Os investimentos produtivos recuaram 11,4% no trimestre, com destaque para as quedas nos setores agrícola e de transformação. Em contrapartida, a infraestrutura mostrou maior resiliência. A utilização da capacidade instalada subiu para 79,9%, mas a carteira de pedidos segue inferior à de 2025, indicando perspectiva ainda fraca para os próximos meses.
No emprego, houve leve recuperação em março (+0,3%), após perdas anteriores, totalizando cerca de 416,8 mil trabalhadores. Ainda assim, o cenário geral do setor permanece desafiador, com expectativa de crescimento limitado ao longo de 2026.
Fonte ABIMAQ.







