Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa de juros, a Selic, em apenas 0,25 ponto percentual (p.p), para 14,25% ao ano (a.a.) é insuficiente e incapaz de reverter o quadro de estagnação dos investimentos e asfixia financeira das empresas e das famílias. De acordo com a entidade, o novo nível da Selic está 3,1 pontos percentuais acima do patamar de equilíbrio, de 11,1% a.a., que conseguiria balancear o pleno emprego e o controle da inflação.
Segundo a CNI, a política monetária tem alcance limitado quando a inflação decorre de choques de oferta, como no caso do petróleo, ou de quebra de safra decorrente de fenômenos climáticos, como o El Niño. Nessas situações, a Selic elevada atua mais na contenção dos chamados efeitos secundários, como na contaminação dos preços sobre as cadeias de suprimentos ou sobre as expectativas dos agentes econômicos, mas revela-se limitada para inibir a pressão sobre os preços afetados, uma vez que ela decorre da escassez de produtos nas cadeias de produção.
“Enquanto os juros reais continuarem tão elevados, beneficiando diretamente o capital especulativo, o custo do crédito vai seguir inviabilizando os planos de produção e expansão da indústria. Da mesma forma, a medida se mostra ineficaz em aliviar o orçamento das famílias, das empresas e do próprio governo, que seguirão estrangulados pelo serviço da dívida, adiando a retomada do consumo e do investimento e a superação do fantasma da inadimplência”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Fonte: Jornalismo – CNI imprensa@cni.com.br Assessoria de imprensa







