O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (EU) prevê a redução gradual de tarifas, regras de compras governamentais e medidas de facilitação de comércio entre 31 países. Em vigor desde maio, nesta primeira etapa, as facilidades já passam a valer para diversos setores e mais de cinco mil produtos começam a ser beneficiados.
Para o advogado especialista em negócios internacionais, Bruno Albuquerque, este acordo melhora a margem e amplia o espaço para crescimento e reinvestimento em internacionalização. Com a nova medida, as empresas que buscam investir ou ampliar presença na Europa precisam passar a pensar em critérios de qualidade, sustentabilidade e capacidade de entrega confiável em um mercado de alta exigência. Segundo Albuquerque, setores que entram mais cedo no cronograma de liberalização tendem a ter vantagem sobre aqueles que permanecem fora da lista inicial, uma vez que os primeiros acessam o mercado europeu com taxas mais baixas. “Na prática, quem entra antes tende a criar barreiras competitivas naturais, ocupando nichos estratégicos e consolidando relações de confiança com compradores europeus”, destaca.
Outra dica do especialista é a construção de um plano de internacionalização, uma vez que é possível usar um país como porta de entrada, como Portugal ou Espanha, e a partir dele, expandir gradualmente para o restante da União Europeia. “
Já a escolha do país para investir na Europa depende do setor, do perfil do produto, do posicionamento da marca e da estratégia de acesso ao mercado europeu. Países como Espanha, Portugal, Itália e Países Baixos têm demandas por alimentos, agronegócio e bens de consumo. Já Alemanha, Irlanda, França e Países Baixos concentram ecossistemas e oportunidades para empresas de tecnologia e serviços.
Fonte: Expressio Comunicação Humanizada Assessoria de imprensa







