Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), apontam que em 2025 o mercado livre registrou a adesão de mais de 21,7 mil novos consumidores, totalizando aproximadamente 85 mil participantes e respondendo por cerca de 43% de toda a eletricidade consumida no Brasil. O crescimento no primeiro semestre do ano foi de 26%, e setores como serviços, comércio e indústria lideraram as adesões. Números da ANEEL confirmam que pelo menos 7 mil cargas já comunicaram às distribuidoras a intenção de migrar ao longo de 2026.
Para Tiago Fassbinder, gestor de consumidores da Spirit Energia, a pergunta que todo empresário deveria estar fazendo não é mais se vale a pena migrar para o Mercado Livre de Energia, mas quando e como fazer isso da forma certa. Entretanto, o cenário de 2026 trouxe pressão de preços no setor. Dados da CCEE ainda mostram que as migrações recuaram 32,3% no bimestre de janeiro e fevereiro em comparação ao mesmo período de 2025, influenciadas pela alta nos preços de energia e por mudanças regulatórias.
Ainda segundo Fassbinder, porém, esse cenário não significa que o Mercado Livre perdeu atratividade. Significa que ele ficou mais seletivo e que escolher o momento certo e o contrato adequado faz toda a diferença. A Lei 15.269/2025 estabeleceu novos prazos para a abertura total do Mercado Livre. A partir de novembro de 2027, consumidores industriais e comerciais de baixa tensão poderão migrar. Em novembro de 2028, será a vez dos consumidores residenciais.
Hoje, podem migrar todas as empresas conectadas em média ou alta tensão (Grupo A), independentemente do porte, uma abertura que, desde janeiro de 2024, incluiu pequenas e médias empresas que antes não tinham acesso ao ambiente livre.
Fonte: Nathália Heidorn <redacao6@presse.inf.br> Assessoria de imprensa







