A produção mundial de aço bruto atingiu 155,7 milhões de toneladas em junho de 2026, alta de 1,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo a Associação Mundial do Aço (worldsteel). Embora o crescimento tenha sido moderado, os números reforçam um cenário que continua sendo definido pela China, maior produtora global e principal referência para preços, oferta e dinâmica do mercado internacional.

Sozinha, a China respondeu por 83,7 milhões de toneladas, o equivalente a mais da metade da produção mundial no período. O volume, 0,4% superior ao de junho de 2025, confirma a manutenção da liderança chinesa e sua capacidade de influenciar o equilíbrio entre oferta e demanda, afetando diretamente as estratégias comerciais e produtivas da siderurgia em diversos países.
A Índia permaneceu na segunda posição, com 14,1 milhões de toneladas (+4,5%), seguida pelos Estados Unidos, com 7,2 milhões (+3,5%). Entre as regiões, destacaram-se os avanços da África (+20%), da União Europeia (+4,6%) e da América do Norte (+5%), enquanto o Oriente Médio recuou 13,4%.
O Brasil ocupou a nona colocação entre os maiores produtores mundiais, com 2,8 milhões de toneladas, praticamente estável em relação a junho de 2025 (+0,1%). O Vietnã chamou atenção ao registrar o maior crescimento entre os dez principais produtores, com expansão de 27,5%.







