Para a maior empresa brasileira na produção máquinas e oferta de serviços de processamento de aço, o futuro já chegou.
Marcus Frediani
A Divimec Tecnologia Industrial é a maior fabricante do Brasil na produção de máquinas e equipamentos para processamento de aço. Dotada com uma estrutura operacional completa, a empresa, que é líder no mercado nacional, além de destinar parte de sua produção para exportação se destaca pelo alto nível de inovação na sua ampla oferta de produtos e serviços.
Nesta entrevista exclusiva à revista Siderurgia Brasil, Maicon Flor diretor comercial da companhia – e filho de seu fundador, Claudio Flor – fala da atual fase do setor, e dos planos da Divimec para acompanhar a contínua evolução dele no mercado.

Siderurgia Brasil: Maicon, de que forma o momento atual do
mercado brasileiro está afetando a produção de máquinas
nacionais para o processamento de aço?
Maicon Flor: Na verdade, nós aqui na Divimec, não estamos
sentindo impactos com a situação atual do mercado para esses
itens. Ao contrário, estamos com uma boa carteira de atendimento
de pedidos para os próximos meses, o que talvez seja até algo
fora da curva para outros fabricantes. E se não existissem
problemas com os quais convivemos hoje em nosso país – como
índices de inflação bem mais elevados do que o governo costuma
anunciar, juros altos que dificultam o crédito, carga tributária que
chega a até 30% dos preços das máquinas, atrelados ao “Custo
Brasil” –, provavelmente estaríamos com nossa carteira fechada
até 2027.
E isso também tem reflexos diretos nos clientes?
Pois é. O que a gente tem sentido é que os nossos clientes andam muito preocupados com a questão do fornecimento da matéria-prima, reclamando do fornecimento e das oscilações dos preços do aço, e também da redução das margens, uma vez que os custos, necessária e infelizmente, precisam ser repassados aos clientes deles. E, às vezes, em busca de economia, isso resulta na decisão – na minha opinião equivocada – da compra de máquinas importadas, de qualidade e alto grau de tecnologia embarcada inferiores àquelas que fabricamos, notadamente vindas da Ásia, e bem diferentes das nossas, que são frutos da experiência aplicada no desenvolvimento constante de nossas soluções desde o início de nossas quase quatro décadas de atividade. Em síntese, há dois tipos de clientes: aqueles que focam na economia de custos, e aqueles que investem em tecnologia de ponta e em custo/benefício, e não querem ter problemas com essas máquinas futuro.

Seguramente, a manutenção da alta qualidade também tem muito a ver com a com o capital humano de vocês, não é mesmo?
Sem dúvida. Esse é pilar de suma importância no nosso trabalho. Estamos sempre investindo no aperfeiçoamento de nossa mão de obra, porque isso é fundamental para fechar o ciclo da inovação. Além de treinamentos constantes, para capacitar nossos colaboradores a atingir níveis cada vez mais avançados e condizentes com o alto grau tecnologia aplicada aos nossos produtos e serviços, buscamos sempre remunerar melhor nossa mão de obra, e temos um plano de carreira motivacional bem-definido. Além disso, estamos sempre investindo na contratação de novos profissionais, como é o caso de um engenheiro que acabamos de integrar à nossa equipe para cuidar especificamente do projeto do nosso novo Centro de Pesquisa & Inovação, que segue em ritmo acelerado para ser inaugurado já em meados de 2027, e para atender às necessidades cada vez mais imediatas de desenvolvimento de novas soluções aos nossos clientes.
E como ele vai funcionar?
A proposta é que essa unidade seja um braço estratégico do HUB Indústria 4.0. O objetivo é conectar pesquisa, tecnologia e talentos locais para otimizar processos internos de manufatura avançada no desenvolvimento de novas máquinas. A base de operação dessa estrutura estará voltada à integração com os mais modernos ecossistemas de planejamento estratégico, ao desenvolvimento e aplicação de soluções de robótica, Inteligência Artificial e processos automatizados no setor, e ainda à Engenharia Virtual, com a modelagem de dados e simulações para testar protótipos antes da produção física. Com certeza, o mercado não perde por esperar!







