A indústria automobilística brasileira mantém trajetória de crescimento em 2026. Segundo a Anfavea, o Brasil registrou, até julho, o segundo maior avanço na produção de veículos entre os principais países produtores, com alta de 8,3%, atrás apenas da Índia, que cresceu 14,5%.
Em julho, foram produzidos 253,9 mil autoveículos, 3,1% acima de junho e 5,9% na comparação com o mesmo mês de 2025. O desempenho ocorre apesar da redução das exportações e do forte avanço dos veículos importados.
As vendas externas somaram 39,3 mil unidades em julho, alta de 6,8% sobre junho. No acumulado do ano, porém, os embarques recuam 20,8%, influenciados principalmente pela queda de 35,4% nas vendas para a Argentina. Por lá o Brasil além de reduzir os embarques, perde mercado para os caros chineses que também estão presentes naquele país.
Na outra ponta, as importações continuam avançando. Entre janeiro e julho, entraram no país 344,1 mil veículos, volume 25,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Os embarques provenientes da China cresceram 105,4%, enquanto os do México avançaram 23,8%. A China já representa 52% de todas as importações de veículos no Brasil.
O mercado interno apresentou em julho seu melhor resultado do ano, com 279,5 mil veículos emplacados, alta de 14,9% sobre julho de 2025. No acumulado, foram mais de 1,7 milhão de unidades, crescimento de 17,9%.

O grande destaque, entretanto, ficou por conta dos eletrificados, que alcançaram participação recorde de 23,5% das vendas em julho. Há um ano, elétricos e híbridos representavam menos de 11%. Somente os veículos 100% elétricos somaram 25,8 mil unidades, maior volume mensal da série histórica.
Para a Anfavea, o avanço das importações representa uma oportunidade para ampliar a demanda pela produção nacional e fortalecer a cadeia de fornecedores e a geração de empregos.
Fonte: Anfavea







