A partir de 2026, a UE passou a cobrar um imposto sobre o CO2 de produtos importados como aço, alumínio, cimento e fertilizantes. É o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM). Desde 1º de janeiro de 2026, o importador de mais de 50 toneladas por ano precisa ser declarante autorizado do CBAM. A venda de certificados começa em 1º de fevereiro de 2027. A primeira declaração anual vence em 30 de setembro de 2027.
De acordo com a Holdwise B.V., uma consultoria em Hoofddorp, na Holanda, o importador na UE paga pelo CO2 emitido na produção. Ele pode usar os dados da própria usina, conferidos por um verificador credenciado. Ou pode usar o valor padrão da UE para o país. O valor padrão é a média do país mais 10% em 2026, 20% em 2027 e 30% a partir de 2028. Os exportadores brasileiros calculam o custo de graça, ano a ano, de 2026 a 2034, em https://holdwise.nl/en/cbam-cost-calculator (em inglês)
“Com o valor padrão, o importador paga por até 30% mais CO2 do que uma usina média emite. Com dados verificados da usina, ele paga pelo CO2 real. Para 10.000 toneladas de ferro-gusa brasileiro por ano, são € 2,9 milhões a menos até 2034. A usina tem os dados e o importador na UE faz a declaração. Por isso é bom trabalhar juntos desde cedo”, afirma Robert Jeffrey, Senior Advisor International Structuring da Holdwise.
Fonte: Robert Jeffrey | Holdwise B.V. robert.jeffrey@holdwise.nl







