O setor de distribuição de aços planos deverá encerrar 2026 com queda de aproximadamente 2% em relação ao ano passado, segundo o presidente executivo do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (INDA), Carlos Loureiro.
Além do mercado enfraquecido, o executivo alerta para o avanço do chamado “aço contido” nas importações, considerando-o também uma ameaça crescente à indústria brasileira. O aço contido corresponde ao metal incorporado a produtos acabados importados, como máquinas, equipamentos, eletrodomésticos e implementos agrícolas, entre outros. Esses itens ampliam a concorrência com fabricantes nacionais, comprometendo não só a produção siderúrgica como o emprego e a demanda por aço brasileiro.

Em setembro, as compras das distribuidoras associadas somaram 333,7 mil toneladas, recuo de 1,9% sobre agosto e de 7,3% na comparação anual. As vendas totalizaram 335,8 mil toneladas, alta mensal de 0,5%, mas queda de 7,2% em relação a setembro de 2025. As importações de produtos planos acompanhados pelo INDA alcançaram 266 mil toneladas em setembro, alta de 34,3% sobre agosto e de 10,2% ante igual mês do ano passado.
Os estoques das distribuidoras ficaram praticamente estáveis, em 1,180 milhão de toneladas, com giro de 3,5 meses, acima dos 2,8 meses considerados adequados pelo setor. Para outubro, a expectativa da rede associada é de que compras e vendas apresentem desempenho semelhante ao registrado em setembro, sinalizando a continuidade de um mercado ainda sem recuperação consistente.
Fonte: Inda







