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Setor de máquinas e equipamentos desacelera no começo do ano
Setor de máquinas e equipamentos inicia 2026 com forte queda. Em janeiro, a receita líquida foi de R$ 17,3 bi (-17% vs. 2025) e o consumo aparente caiu quase 20%, afetados por juros altos, crédito restrito e desaceleração econômica. Importações seguem crescendo e ampliam o déficit, pressionando a indústria nacional.
Reciclagem de sucata automotiva
O Grupo SADA inaugurou a IGAR, em Igarapé (MG), com R$ 200 mi investidos. A planta de 80 mil m² recicla até 300 mil veículos/ano, gerando 100–120 t/h de sucata para a siderurgia. Parte do material será destinada à ArcelorMittal, fortalecendo a logística reversa.
Setor de distribuição de aço: janeiro mostra reação nas vendas e novos desafios com importações
Em janeiro de 2026, as vendas de aços planos cresceram 18,3% sobre dezembro, mas caíram 8,2% ante janeiro de 2025. Compras recuaram 2,3% no mês e 14,8% no ano. Estoques ficaram estáveis. Importações subiram 9,7% sobre dezembro, com incertezas após revisões antidumping e tarifas.
Queda de postos de trabalho em janeiro
A Confederação Nacional da Indústria apontou queda do emprego industrial em janeiro de 2026 (47,6 pontos, pior desde 2017). Produção ficou em 44,9 pontos e UCI em 66%, menor nível para o mês desde 2019. Apesar disso, expectativas de demanda e emprego subiram, mas a intenção de investir recuou.
Vagas na construção civil
PATs e plataforma Trampolim oferecem 643 vagas na construção civil em SP, setor que responde por 9% do PIB paulista. Há oportunidades para servente, pedreiro e outras funções. Candidaturas podem ser feitas nos PATs ou online. Estado deve demandar 4,3 milhões de trabalhadores até 2027.
Aumento do custo das empresas
Redução da jornada de 44 para 40 horas pode elevar em até 7% a folha das empresas, gerando custo anual entre R$ 178,2 bi e R$ 267,2 bi, segundo a CNI. Indústria e construção seriam as mais afetadas. Sem reposição de horas, pode haver queda na atividade econômica.
Decisão da Suprema Corte americana altera pouco a relação bilateral
Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte dos EUA considerou inadequado o uso de tarifas com base na IEEPA, o que deve reduzir parte das sobretaxas sobre exportações brasileiras, segundo a Amcham Brasil. Contudo, seguem tarifas da Seção 232 e investigação da Seção 301, exigindo mais diálogo bilateral.
Defesa comercial na América Latina
Boletim da Alacero alerta para baixa reação da América Latina às importações de aço, sobretudo da China. Entre 2010 e 2023, foram 737 medidas globais e só 83 na região. Processos são mais lentos e o desafio é reagir sem perder competitividade e empregos.
Os impactos da suspensão do tarifaço americano
A Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu tarifas extras de 10% e 40% contra o Brasil, que afetavam US$ 21,6 bi em exportações, segundo a Confederação Nacional da Indústria. Permanecem tarifas das seções 232 e 301, e a CNI seguirá monitorando os impactos.
Nova geração de veículos elétricos
Diante da “ansiedade de autonomia”, a Ford aposta em eficiência em vez de baterias maiores. Com o sistema de “recompensas”, cada decisão de engenharia considera impacto em custo e alcance. A marca também integra software e carregamento próprio para reduzir tempo, custo e peso dos elétricos.
Financiamento para o Aluminio
O BNDES aprovou R$ 715,9 milhões para a CBA modernizar a produção de alumínio em SP e GO. O investimento inclui revitalização de fornos, gestão de resíduos, reuso de água e melhorias logísticas, elevando eficiência, capacidade produtiva e redução de impactos ambientais.
Exportação de sucata ferrosa em alta no inicio do ano
Em janeiro, as exportações de sucata ferrosa somaram 69,3 mil toneladas, alta de 16,9% ante 2025. Em 2025, o volume já havia sido recorde, com 885,7 mil toneladas (+28,2%). O avanço reflete menor demanda interna e maior concorrência do aço importado, segundo o Inesfa.












