De forma sintética, destacamos nesta Retrospectiva 2025 os principais pontos de nossas publicações voltadas ao setor do aço, começando pelo Anuário Brasileiro da Siderurgia 2025, e seguindo pelas dez edições da revista Siderurgia Brasil ao longo do ano, buscando apresentar aos nossos leitores uma visão completa sobre o desempenho da siderurgia nacional no período. Todos os dados que reunimos aqui estão disponíveis em nosso Portal, na aba “Revistas/Edições Anteriores”.
HENRIQUE PÁTRIA
Não é simples descrever o comportamento do ano de 2025 na siderurgia brasileira. No início havia expectativa de retomada do crescimento do setor, com usinas anunciando investimentos, sobretudo para cumprir compromissos globais ligados ao avanço da descarbonização.
Porém, o mercado não reagiu. O Brasil permaneceu estagnado em seu desenvolvimento econômico e, com a manutenção de uma taxa de juros elevada, desproporcional a qualquer tentativa de avanço, praticamente não houve progresso. Até outubro, conforme os dados divulgados em novembro pelo Instituto Aço Brasil, a utilização da capacidade instalada da siderurgia continuavam em 65%, cifra insuficiente para gerar caixa e viabilizar novos investimentos. Enquanto isso, as vendas internas seguiam paradas, com retração de 0,3%, frente ao acumulado de janeiro a outubro de 2024, enquanto as importações se alçavam a 6,1% no mesmo período.
Havia expectativa de que a implantação do sistema de cota-tarifa surtisse efeitos positivos na contenção das importações predatórias, e solucionasse o problema da entrada de aço externo. Contudo, na prática, os números mostraram que não foi assim. As importações seguiram em alta e apenas agora, perto do final do ano, com os julgamentos de ações antidumping que impõem taxação extra a certos produtos, parece surgir algum alento ao setor.
Ato contínuo, mesmo com o Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) do Instituto Aço Brasil crescendo 10,9 pontos em novembro, alcançando 44,3 pontos no cômputo geral do ano, o cenário ainda reflete a falta de confiança dos CEOs da siderurgia. Houve desaceleração natural dos investimentos, inclusive com anúncios de redirecionamento para unidades fora do país. São várias as notícias de deslocamento de plantas de setores industriais antes aqui estabelecidas, que, no momento, estão sendo transferidas para países vizinhos, sobretudo em razão da pesada carga tributária brasileira. E isso, entre outras coisas, tem gerado a persistência do dilema dos empresários em manter a injeção de recursos em projetos de descarbonização da indústria, que embora tão necessários, continuam na dependência da perspectiva da evolução dos mercados interno e externo, ainda pressionados pela siderurgia chinesa.
Porém, no cerne desse cenário de preocupações, a boa notícia é que, trazendo sempre conteúdo e informações atualizadas, o Portal www.siderurgiabrasil.com.br avançou e se consolidou como principal mídia do setor, conquistando a impressionante marca de mais de 600 mil visitas entre janeiro e outubro, com média mensal de 60 mil acessos. E, somente em outubro, esse número mensal apresentou um crescimento ainda mais expressivo, com nada menos do que 190 mil visitantes, o que, para nós, traz um enorme sentimento de recompensa e de gratidão pela constante interação e conexão com nossos leitores e seguidores.
A SIDERURGIA EM 2025 EM NOSSAS PÁGINAS

ANUÁRIO BRASILEIRO DA SIDERURGIA 2025 – FEVEREIRO/2025
Além dos tradicionais balanços e projeções elaborados pelos líderes das entidades que compõem a cadeia siderúrgica nacional – com dados relevantes e exclusivos –, no ano de 2025 avançamos em temas bastante específicos que exercem profunda e direta influência na vida dos profissionais e empresas do setor.
O primeiro destaque foi a matéria sobre a implantação do chamado “tarifaço” pelo governo dos Estados Unidos, que rompeu todos os acordos vigentes, e impôs ao mundo uma nova forma de negociar, usando a pressão como principal arma. Na reportagem, não apenas relatamos como estavam as tratativas naquele momento, como também ouvimos diversos protagonistas, entre eles os presidentes do Instituto Aço Brasil e da Alacero – entidade que representa o setor na América Latina – e, ainda, o da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que expuseram suas opiniões e as medidas propostas por cada entidade para superar o impasse.
Outro tema de grande repercussão foi a ascensão cada vez mais intensa da Inteligência Artificial no cotidiano das empresas. O empresário que ignorar essa ferramenta, literalmente estará fadado ao fracasso, dada a influência dela em todos os campos da vida. Dessa forma, buscamos especialistas em desenvolvimento e implantação de sistemas que utilizam a IA como eixo central. O uso de soluções baseadas em Inteligência Artificial torna-se vital não apenas para as empresas que desejam se atualizar e aproveitar a Indústria 4.0, colhendo os benefícios da transformação digital, como também para posicioná-las na rota da Indústria 5.0, a quinta Revolução Industrial, marcada pela integração entre humanos, máquinas e tecnologias avançadas, em uma combinação cada vez mais estreita, a fim de agregar valor à produção e criar produtos customizados que atendam às necessidades específicas dos clientes.


O tema parece simples, e pode ser visto como mero instrumento de inovação. Porém, torna-se delicado, uma vez que, em alguns casos, provoca certo pânico a partir da interpretação errônea de que a máquina irá substituir o potencial de criatividade do ser humano em seu desejo de aplicar a tecnologia e de ir sempre além em seu processo de evolução.
Também não poderíamos deixar de abordar em nosso Anuário 2025 o mercado de não ferrosos como Zinco, Estanho, Cobre e Níquel, que foram alvo de especulações internacionais, e sofreram com a guerra de tarifas do ano. E complementamos a edição com todas as informações que uma publicação dessa categoria deve conter, com uma listagem completa dos principais produtores e entidades da cadeia siderúrgica, inserida em nosso tradicional “Guia de Compras”, que se constitui em ótimo indicador dos fornecedores do setor.

REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 184 – MARÇO/2025
Março é o mês em que se celebra o “Dia Internacional da Mulher”, o que acabou por configurá-lo informalmente como “O Mês da Mulher”. Em matéria exclusiva, destacamos a presença feminina em diversos postos da cadeia siderúrgica nacional, mostrando que barreiras e obstáculos que antes limitavam a participação das mulheres nele, felizmente já não existem mais, fazendo com que elas sigam avançando dia após dia em suas brilhantes carreiras, sempre com muita energia e competência, sem perder o encanto da presença feminina nesse universo.
Como a busca por novas fontes de energia é constante entre pesquisadores, empreendedores e empresários – uma vez que ela é um dos insumos que representam maiores custos da maioria dos agentes da cadeia siderúrgica –, destacamos na edição de março da revista a necessidade absoluta da busca por encontrar soluções alternativas relacionadas ao tema, fato que, dado à sua relevância, é, e deve ser sempre celebrado a partir do uso de outras matrizes além das tradicionais, como são os casos da solar, da eólica e, agora, também dos biocombustíveis, que vêm abrindo novos horizontes para os usuários.


E, em artigo dedicado ao aço inox, ressaltamos a importância desse produto nobre na arquitetura, a partir de suas múltiplas aplicações em nosso cotidiano. Assim como outros tipos de aço, o inox vem se tornando cada vez presente na vida de todos, seja em utensílios domésticos, seja nos meios de transporte, e em nossas casas e escritórios, entre outros vários segmentos.
Complementarmente, também abordamos em nossas páginas o avanço dos veículos elétricos. Em entrevista exclusiva com o presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), ele destacou os resultados obtidos em 2024 e os cenários que a entidade projeta para os próximos anos.
E ainda houve espaço na edição para celebrarmos o aniversário da Aços VIC, uma de nossas parceiras comerciais de longa data, que, neste ano de 2025, comemorou seu “Jubileu de Ouro”, motivo de distinção e de grande alegria para o setor siderúrgico.

REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 185 – ABRIL/2025
Em abril, celebra-se o “Dia Nacional do Aço”. E no ano de 2025, as comemorações naturais de uma data tão relevante conviveram de forma nada harmônica com as incertezas e apreensões anunciadas pela futura entrada em vigor do chamado “tarifaço” imposto pelo presidente Donald Trump, que viriam a impactar séria e diretamente o nosso principal destino das exportações – justamente os Estados Unidos – e, por outro lado, gerar o agravamento do mercado interno, que se vê inundado pela chegada de aços vindos sobretudo de países orientais, com destaque para a China, que segundo os especialistas, chega por aqui com preços totalmente fora da realidade empresarial, configurando a prática de dumping.
A decretação do “tarifaço” dos EUA ainda coincidiu com o primeiro aniversário do sistema cotas-tarifa, que, ao longo de sua execução prática, mostrou-se insuficiente para conter a onda importadora, para assim proteger a indústria nacional, que vem pedindo maior empenho do governo, principalmente para manter suas linhas de produção e seus níveis de emprego. Ainda falando de importação, buscamos ouvir, fora do Brasil, uma empresa de trading que atua com a importação de aço para o nosso mercado, que, do outro lado da mesa, explicou, sem medir palavras, como funciona o seu negócio.


Assunto de destaque das páginas da edição de abril, também foi a divulgação dos resultados da 19ª edição do “Steel Challenger”, competição global de aprendizado, organizada pela Worldsteel Association, que desafia estudantes e jovens profissionais da indústria siderúrgica a produzir aço com o menor custo possível, usando simuladores avançados de processos siderúrgicos, promovendo habilidades práticas, inovação e sustentabilidade no setor. E, para nossa alegria, o concurso apontou dois brasileiros como finalistas, destacando a contribuição verde e amarela na produção mundial de aço. Adicionalmente, da Worldsteel também vieram os campeões globais em sustentabilidade do biênio 2024/2025.
Destaques ainda dessa edição da revista Siderurgia Brasil, foi o início da publicação de uma série de reportagens sobre os cuidados para a escolha do melhor aço ferramenta para as mais diversas aplicações, por meio de uma valiosa matéria técnica, que inaugurou um ciclo que se estendeu ao longo das duas edições seguintes.

REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 186 – MAIO/2025
A presença dos robôs e da Inteligência Artificial se consolidou em maio, tendo como palco em São Paulo da realização bianual da EXPOMAFE. Realizado pela ABIMAQ, com organização da Informa Markets, o evento superou todas as expectativas, trazendo mais de 1.100 marcas expositoras, e se consolidando como um dos principais espaços para a promoção de grandes negócios. A feira também registrou recorde de público, com mais de 65 mil profissionais presentes, com estandes exibindo equipamentos de última geração, além de sistemas e programas que irão transformar a indústria no futuro. Tudo isso registrado em uma matéria completa na revista, que destacou a participação marcante de nosso parceiro comercial, o Grupo Simec, que conquistou com seu vergalhão Simec-50s o prêmio concedido pelo Instituto Mineiro de Engenharia Civil (IMEC), como um dos melhores fornecedores do ano.


Na edição de maio, também apresentamos uma análise política feita por um articulista convidado, destacando os problemas vividos no cotidiano da cadeia siderúrgica, que apontou as principais medidas necessárias e esperadas no curtíssimo prazo para o reestabelecimento da produtividade e da competitividade em nosso país.
E a notícia alvissareira que ainda trouxemos nas páginas dela foi a celebração da indústria automobilística brasileira com a retomada das exportações, sobretudo para a Argentina, que sempre foi um dos principais destinos dos veículos nacionais, e que há meses não vinha demonstrando sinais de recuperação. E a esperança era de que os resultados do mês de maio abrissem oportunidades para marcar o início de uma nova escalada das exportações para aquele país.

REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 187 – JUNHO/2025
A sustentabilidade e a produção de aço com baixo teor de carbono, que são pautas constantes e recorrentes em todas as discussões sobre a siderurgia, ganharam destaque especial nessa edição, por meio da publicação de dois artigos aprofundados, assinados por especialistas e diretores de grandes usinas nacionais, abordando os avanços, as conquistas já consolidadas e, claro, os desafios que o setor ainda enfrenta.
E o conteúdo deles deixou mais do que claro a existência de metas a serem cumpridas com muito esforço, além da necessidade de elevados investimentos nesse campo para que isso aconteça.


Os aços trefilados, que garantem maior qualidade ao produto final, também foram destaque na edição de junho da revista Siderurgia Brasil, revelando, de forma ricamente ilustrada, os segredos dessa técnica. E nela concluímos a apresentação do artigo técnico iniciado nas duas edições sobre a escolha do melhor aço ferramenta para as mais diversas aplicações.
Finalmente, a seção “Energia”, presente nas páginas da revista desde 2024, reuniu as mais recentes e relevantes informações sobre as principais movimentações nessa área tão essencial para que a cadeia siderúrgica brasileira funcione sem percalços e interrupções.

REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 188 – JULHO/2025
O mês de julho foi marcado por uma perda irreparável para a siderurgia brasileira. O falecimento de Sérgio Leite de Andrade, presidente do Instituto Aço Brasil, surpreendeu a todos. Em matéria especial, rendemos nossa merecida e respeitosa homenagem a ele, que, ao longo de décadas, foi um baluarte da siderurgia nacional.
O tema de capa dessa edição foi a logística e a movimentação do aço. O transporte por caminhões segue como principal meio de deslocamento da liga, desde a extração nas minas de minério de ferro até a entrega do aço pronto.
Trouxemos também a cobertura da Feira INTERMACH 2025, realizada em Joinville, Santa Catarina, que foi um sucesso pelo crescimento e pela relevância adquirida no Sul do país.
Outro destaque foi a difícil decisão sobre a escolha dos melhores tipos de equipamentos para a utilização na indústria, notadamente tendo diante de si como opções de aquisição de máquinas nacionais e importadas, e a realização do retrofitting de modelos já existentes e em uso nas unidades de produção. Para isso, elaboramos uma matéria com alguns dos principais fornecedores de máquinas para processamento de aços e apresentamos seus pontos de vista.


Por sua vez, na seção de “Estatísticas”, todos os segmentos utilizadores de aço, em uníssono, registraram sua insatisfação com o aumento desenfreado da entrada de produtos chineses no Brasil. Na reportagem, fabricantes de máquinas alertaram para a chegada de equipamentos sem qualquer cuidado no atendimento às normas de segurança vigentes no Brasil, enquanto o setor de aço denunciou a chegada desses itens com preços aviltados. Por sua vez, a indústria automobilística criticou as facilidades concedidas à entrada deles em detrimento da produção nacional, obrigada a seguir inúmeros protocolos para colocar seus produtos no mercado.

REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 189 – AGOSTO/2025
Na edição de agosto, realizamos um trabalho preparatório para o Congresso Aço Brasil, promovido nos dias 26 e 27 daquele mês em São Paulo pelo Instituto Aço Brasil. Na ocasião, o sentimento predominante entre os entrevistados era mais de incertezas e dúvidas, do que soluções. O setor se via pressionado: de um lado, o baixo crescimento do mercado interno, cronicamente afetado pelo fraco desenvolvimento econômico do país; de outro, a concorrência desleal, segundo a entidade, com a crescente entrada de aços importados no país, vindos, sobretudo, da China, complementada já a partir daquele momento com aqueles originários da Coreia do Sul, com preços inferiores e. por conta disso, bastante competitivos. Muitos dos profissionais do setor registraram em uníssono na matéria que se o cenário não mudasse rapidamente, será inviável manter o nível de atuação da indústria siderúrgica brasileira e, consequentemente, o número de empregos corre sérios riscos de despencar sensivelmente a partir dessa competição desleal e assimétrica.


Também abordamos as novas soluções em equipamentos para corte e processamento de metais, ouvindo três dos principais fornecedores do segmento. Um deles, uma indústria totalmente nacional, exportadora de seus produtos para diversos países com sucesso comprovado; outro, que trabalha com equipamentos híbridos, combinando partes importadas a partes desenvolvidas e fabricadas no Brasil; e um terceiro que atua prioritariamente com itens importados. E cada um deles apresentou suas opiniões e alternativas para o mercado. Para completar a discussão sobre esse tema, uma de nossas mais tradicionais parceiras comerciais internacionais enviou um excelente artigo sobre máquinas de nivelamento de materiais, integrando-se ao assunto de processamento de metais.
Por fim, apresentamos uma síntese de um estudo global que recebemos da Worldsteel Association sobre o comércio indireto do aço, que está presente em produtos acabados, como automóveis, máquinas e equipamentos pesados.

REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 190 – SETEMBRO/2025
Essa edição foi marcada pela realização de uma ampla cobertura do Congresso Aço Brasil 2025. Os empresários reunidos em São Paulo no principal evento nacional do setor cobraram medidas urgentes, não só de proteção, mas também a partir da criação de mecanismos mais eficientes para evitar o desmonte da indústria siderúrgica nacional, construída ao longo de anos, com base em muitos e ininterruptos investimentos e trabalho, e que passou a ser seriamente ameaçada, com intensidade nunca vista, ante a continuidade dos enormes desafios enfrentados, sem o devido cuidado esperado dos órgãos governamentais, responsáveis por promover o desenvolvimento do Brasil.
Além da cobertura do Congresso, dedicamos atenção especial em nossas páginas a dois grandes segmentos consumidores de aço. O primeiro, foi o agronegócio, que tem sido a grande locomotiva nacional no comércio exterior, colocando o Brasil em primeiro lugar em várias commodities, que figura entre os três principais consumidores de aço do país. Já o segundo, foi o da construção civil, cujo desempenho em 2025 vinha demonstrando grande vigor, com destaque para a construção industrializada, registrando elevados índices de consumo de aço, já performando ao longo dos últimos anos, de forma constante, um crescimento de dois dígitos


Trouxemos ainda nessa edição uma matéria na qual o presidente do Sicetel-Abimetal pedia um pacto entre empresários, governo e trabalhadores pelo desenvolvimento do Brasil, apontando diversos pontos de convergência para a realização desse esforço conjunto, que, em seu entendimento, tinha – e continua tendo – potencial para a realização de grandes avanços para trazer novo alento ao país.
E finalizamos o conteúdo da revista de setembro com um registro marcado pela tristeza e pela saudade, ao noticiarmos o falecimento de nossa fundadora e diretora da Grips Editora, Maria da Glória Bernardo Isliker, ocorrido em no dia 4 daquele mês em São Paulo.

REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 191 – OUTUBRO/2025
O destaque negativo do mês da edição de outubro da revista Siderurgia Brasil veio trazido na seção “Estatísticas”, na qual a ANFAVEA informou, com pesar, a forte queda na produção de caminhões pesados. Esse recuo ocorreu justamente em um período crucial, quando se realizava a colheita da safra, momento no qual tais equipamentos são indispensáveis para o escoamento da produção agrícola. A desaceleração das compras, refletida diretamente na redução da fabricação, preocupava e continua preocupando o setor. Na análise da entidade, a alta taxa de juros permanecia como a grande vilã na ocasião. Segundo a entidade, era – e contina sendo – praticamente impossível conviver por tanto tempo com juros de 15%, sem que as autoridades busquem alternativas eficazes para estimular o desenvolvimento nacional, e garantir condições mínimas de competitividade principalmente para os operadores do agronegócio.

Além disso, mereceu destaque em nossas páginas a chegada do mais recente estudo realizado pela Worldsteel acerca dos cenários de consumo do aço no curto prazo, trazendo projeções relevantes não só para o mercado global, como também para o brasileiro.
Em nossa matéria de capa, abordamos a crescente adoção de produtos galvanizados em diversos setores e segmentos, cada vez mais valorizados por engenheiros e arquitetos devido à sua durabilidade, resistência e estética diferenciadas. E o mesmo vinha ocorrendo com os produtos tubulares, que vêm ganhando cada vez mais espaço em obras de grande porte no âmbito da infraestrutura urbana.

Pontes e viadutos construídos com tubos de aço demonstram eficiência superior, custos acessíveis, rapidez na execução, além de uma beleza ímpar. E tais atributos explicam por que os tubos de aço vêm conquistando diariamente maior presença nas cidades brasileiras, tornando-se protagonistas de uma transformação estrutural completa, que alia modernidade, funcionalidade e sustentabilidade.

REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 192 – NOVEMBRO/2025
O maior destaque dessa edição foram os centros de serviço, processamento e distribuição de aço, que enfrentam, de maneira eficiente, as transformações impostas pelo tempo. Todas as usinas produtoras contam agora com seus próprios centros de distribuição que, mesmo sob o guarda-chuva das grandes corporações, atuam de forma autônoma, com seus orçamentos e metas específicas a serem cumpridas em cada exercício.
Por conta disso, entrevistamos uma das mais tradicionais e relevantes empresas desse segmento, com unidades operacionais que atendem ao país inteiro, apresentando suas impressões sobre a atualidade do tema. Em contraponto, ouvimos um decano da distribuição independente do aço, um ex-presidente do INDA – entidade que reúne os principais distribuidores e revendedores de aço dos mais diferentes setores – que, sem rodeios, relatou as dificuldades e os desafios cotidianos de uma operação não vinculada a um grande produtor.
Em nossas páginas, celebramos ainda o meio século de atuação de um dos três maiores estabelecimentos dedicados à galvanização de produtos siderúrgicos, em reportagem que narrou a sua brilhante trajetória ao longo de todo esse tempo, bem como os obstáculos superados e, sobretudo, sua visão de futuro para o setor em que atua.


Já em nossa seção “Energia”, já tradicional em nossas edições, demos destaque à crescente e valorosa atuação do Brasil e da Índia, que lideram globalmente a busca de soluções energéticas alternativas, configurando-se como nações com o maior potencial para o desenvolvimento de projetos de energia limpa.
Finalmente, aproveitamos ainda para fazer o lançamento oficial das bases do nosso próximo e sempre aguardado Anuário da Siderurgia, cujo conteúdo de sua edição 2026 trará não só informações seguras e completas sobre a dinâmica atual do nosso setor e de toda a cadeia do aço, como também indicará as principais tendências e perspectivas para ele ao longo do ano que vem, que chega, mais uma vez, com a promessa de ser bastante desafiador. Além disso, comunicamos ao mercado a pauta dos principais temas que iremos explorar nas páginas da revista Siderurgia Brasil Digital em 2026.

REVISTA SIDERUGIA BRASIL Nº 193 – DEZEMBRO/2025
Na edição de final de ano da Siderurgia Brasil, além desta Retrospectiva 2025 que vocês estão tendo a oportunidade de ler, até mesmo como fonte de consulta e releitura de tudo aquilo que nela foi publicado ao longo do ano que passou –, dentro do nosso compromisso inequívoco de mantê-los sempre informados e sintonizados a todos os movimentos da cadeia do aço no Brasil e no mundo, mais uma vez trazemos um conteúdo de alta qualidade para auxiliá-los na condução de suas operações e projetos no Ano Novo.
Assim, nela vocês vão encontrar um artigo especial assinado por nosso parceiro e colaborador Claudio Flor, presidente de uma das maiores fabricantes de equipamentos do Brasil, que nos brinda com uma profunda análise, que certamente vai gerar muita reflexão, sobre até que ponto a Inteligência Artificial e a genialidade dos empreendedores e criadores podem entrar em conflito a partir de agora. Dando um ligeiro e instigante spoiler daquilo que vocês irão ler no texto, em um trecho desse artigo ele afirma: “Jamais se deve pensar em inovação sem a presença de um ser humano que conduza a IA para ajudá-lo a aprimorar sua criatividade.”

Para encerrar o ano, sabemos que este é o momento de traçar metas, corrigir rumos e definir objetivos, a fim de que 2026 seja um período exitoso de evolução e de expansão. Especialmente em um ano em que o Brasil passará por eleições majoritárias, é certo que a volatilidade marcará o nosso cotidiano, notadamente em função do acirramento natural das disputas políticas e ideológicas. Então, é essencial que tudo que concerne à nossa atividade necessite ser bem avaliado, assim como urge que eventuais desvios sejam corrigidos, para alcançarmos um bom desfecho, sem maiores riscos.
Nesse contexto buscamos a palavra de um especialista em projeções, que aponta uma forma instigante e bastante inovadora de como devemos nos planejar ante a continuidade do cenário de incertezas e de imprevisibilidade em 2026, até mesmo, com proatividade antes que 2025 termine. Confiram se ele está certo em dicas e conselhos, e o que descreve se adapta à realidade e aos projetos de suas empresas.
Neste encerramento de mais um período de convivência sincera e genuína, agradecemos aos leitores que estiveram conosco ao longo de toda a jornada de 2025, e desejamos que, além de seguirem conosco, divulguem a revista Siderurgia Brasil entre seus amigos – e até mesmo entre seus concorrentes –, pois nosso propósito, além de continuarmos ao seu lado, cumprindo nossa missão de gerar discussões e debates produtivos, é também, naturalmente, o de ampliar a nossa audiência, sendo recompensados com a participação de mais e mais profissionais do setor nos brindando com suas ideias, sugestões, críticas, elogios e interações sempre inteligentes e, por isso mesmo, também sempre muito bem-vindas.
Então, vamos em frente: um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de sucesso e de grandes realizações a todos!










